segunda-feira, 12 de setembro de 2016

Votação para saída de Cunha.


Fonte: BBCBRASIL.

O destino de um dos principais personagens da crise política estará em jogo nesta segunda-feira, quando a Câmara dos Deputados votará a cassação do deputado afastado Eduardo Cunha (PMDB-RJ).
Ex-presidente da Casa, Cunha teve o mandato suspenso e foi afastado das funções pelo STF (Supremo Tribunal Federal) em maio deste ano, sob suspeita de usar o cargo para atrapalhar investigações da Operação Lava Jato.
Cunha foi um dos principais patrocinadores do impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff. Autorizou a abertura do processo em dezembro de 2015 e comandou o plenário na sessão da Câmara de abril deste ano que deu sequência ao impedimento.
O peemedebista comandou a Câmara de fevereiro de 2015 a maio de 2016. No auge, era considerado um dos homens mais poderosos do país: impôs derrotas ao governo Dilma na Casa e controlava uma bancada informal que chegou a somar mais de 170 deputados de diferentes siglas.
Ele responde por quebra de decoro parlamentar, pois o Conselho de Ética da Câmara concluiu que ele mentiu em depoimento na CPI da Petrobras, em maio de 2015, ao negar ter contas bancárias no exterior. Cunha diz que não possui contas, mas trustes (entidades que gerenciam bens e recursos de terceiros).
Seu processo na Comissão de Ética já dura dez meses - o maior da história.
Embora tenha perdido apoio no Congresso nos últimos meses, Cunha promete resistir à cassação. Conhecedor a fundo do regimento da Câmara, dedicou-se nas últimas semanas a se defender em telefonemas e cartas a parlamentares. Seus aliados também deverão tentar adiar a votação e abrandar a punição, o que lança incertezas sobre a votação desta segunda.

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